quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Seja Educomunicador...

Comunicação + Educação – essa parece ser uma receita que pode trazer muitas coisas boas para uma sociedade que deseja ser cidadã. A ideia é, por exemplo, fazer com que crianças, jovens e adultos observem como os meios de comunicação agem para que as pessoas possam conviver com eles de forma positiva, sem se deixarem manipular. Ou seja, significa criar e facilitar a comunicação na escola, entre a direção, professores e estudantes, fazer a ponte entre a escola e a comunidade, construindo sempre ambientes abertos e democráticos. 

A educomunicação pode ajudar as pessoas a se desenvolverem e ajudar outras a exercerem sua cidadania. Assim, toda a nossa comunidade pode se desenvolver e se beneficiar, se organizar para fazer valer seus direitos e aprender enquanto se comunica. Porque comunicar é aprender com o outro e ensinar aquilo que a gente sabe. Assim todo mundo sai ganhando!...

Quando a gente se comunica, troca informações. Podemos mostrar ao outro o que sabemos, mas também aprender com o outro aquilo que não sabemos. Então, a comunicação é também um processo educativo. Quando nos comunicamos com essa consciência e com essa intenção, tornamos o processo de aprendizagem mais forte, mais importante. Isso é educomunicação. 

Comunicar para aprender. Ensinar o que aprendemos. Usar os meios de comunicação para falar com mais pessoas ao mesmo tempo e mostrar a elas como fazemos para participar de maneira mais efetiva do cotidiano da nossa cidade, do nosso país, do nosso planeta...

Por meio da educomunicação aprendemos a:

• organizar e expressar melhor nossas ideias;
• trabalhar em grupo, porque o produto é resultado de um trabalho coletivo;

• perguntar e ouvir as pessoas;
• pesquisar sobre diversos assuntos, pois precisamos divulgar boas informações para nossos leitores, ouvintes ou espectadores;
• lidar com o poder, porque temos condições de influenciar outras pessoas;

• criticar, porque descobrimos como outras pessoas podem usar a comunicação para nos influenciar;
• trabalhar com tecnologias, o que nos ajuda na vida e na profissão que escolhemos"... Para uma completa leitura, aqui...

sábado, 4 de janeiro de 2014

Superando o Racismo na Escola...

Racismo e ignorância caminham sempre de mãos dadas. Os estereótipos e as idéias pré-concebidas vicejam se está ausente a informação, se falta o diálogo aberto, arejado, transparente.

Não há preconceito racial que resista à luz do conhecimento e do estudo objetivo. Neste, como em tantos outros assuntos, o saber é o melhor remédio. Não era por acaso que o nazi-facismo queimava livros. Mas não é só por isso que o tema do racismo e da discriminação racial é importante para quem se preocupa coma a educação. É fundamental, também, que a elaboração dos currículos e materiais de ensino tenha em conta a diversidade de culturas e de memórias coletivas dos vários grupos étnicos que integram nossa sociedade.

É obrigação do Estado a proteção das manifestações culturais das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, bem como dos demais grupos participantes de nosso processo civilizatório. Essa obrigação deve refletir-se também na educação... 

A educação é um direito de todos, e o Brasil de hoje, graças aos esforços realizados nos últimos anos, já está muito próximo de ter todas as suas crianças na escola. Isso é essencial para a construção de um Brasil mais justo. Mas não é suficiente. É preciso, ainda, que a educação tenha qualidade, que sirva para abrir os espíritos, não para fechá-los, que respeite e promova o respeito às diferenças culturais, que ajude a fortalecer nos corações e mentes de todos os brasileiros o ideal da igualdade de oportunidades.

A linguagem é uma das manifestações mais próprias de uma cultura. Longe de ser apenas um veículo de comunicação objetiva, ela dá testemunho das experiências acumuladas por um povo, de sua memória coletiva, seus valores. A linguagem não é só denotação, é também conotação. Nos meandros das palavras, das formas usuais de expressão, até mesmo nas figuras de linguagem, reqüentemente alojam-se, insidiosos, o preconceito e a atitude discriminatória. Há palavras que fazem sofrer, porque se transformaram em códigos do ódio e da intolerância.

A atenção a esse tipo de problema é necessariamente parte do programa de educação de qualquer povo que tenha, para si próprio, um projeto de justiça e de desenvolvimento social... A sociedade brasileira tem razões de sobra para se preocupar com essas questões. Nossa formação nacional tem, como característica peculiar, a convivência e a mescla de diversas etnias e diferenças culturais. Temos, em nossa história, a ignomínia da escravidão de africanos, que tantas marcas deixou em nossa memória e cuja herança é visível, ainda hoje, em uma situação na qual não somente se manifestam profundas desigualdades, mas o fazem, em larga medida, segundo linhas raciais – e eu próprio, como sociólogo, dediquei-me a estudar aspectos dessa herança social do regime escravocrata. Temos, ainda, em nosso passado, episódios graves de violações dos direitos das comunidades indígenas.

É indispensável que os currículos e livros escolares estejam isentos de qualquer conteúdo racista ou de intolerância. Mais do que isso. É indispensável que reflitam, em sua plenitude, as contribuições dos diversos grupos étnicos para a formação da nação e da cultura brasileiras. Ignorar essas contribuições – ou não lhes dar o devido reconhecimento – é também uma forma de discriminação racial.

A superação do racismo ainda presente em nossa sociedade é um imperativo. É uma necessidade moral e uma tarefa política de primeira grandeza. E a educação é um dos terrenos decisivos para que sejamos vitoriosos nesse esforço...

A formação cultural do Brasil se caracteriza pela fusão de etnias e culturas, pela contínua ocupação de diferentes regiões geográficas, pela diversidade de fisionomias e paisagens e também pela multiplicidade de visões sobre a miscigenação em sentido amplo, algumas ainda presas à desinformação e ao preconceito. Esse caldo de cultura muitas vezes gera atritos e conflitos em casa, na rua, no trabalho e na escola. Para preencher o vazio da desinformação e corrigir a distorção de valores que encerra, o Ministro da Educação publica este Superando o Racismo na Escola (...)

Através dos Parâmetros, os alunos são levados a compreender a cidadania enquanto participação social e política; a posicionar-se de modo crítico e construtivo; a conhecer características sociais, materiais e culturais do país; a identificar e valorizar a pluralidade cultural; a posicionar-se contra a discriminação cultural, social, religiosa, de gênero, de etnia, dentre outras. 

Os PCN permitem também ao estudante se perceber integrante e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e interações possíveis, contribuindo para melhorá-lo. Possibilitam ao aluno desenvolver a percepção de si, a confiança nas próprias capacidades e o sentido de preservação física e mental; a utilizar diferentes linguagens; a consultar diversas fontes de informação e a questionar a realidade, formulando problemas e soluções.

Os temas transversais não são uma preocupação inédita do Brasil. A questão vinha sendo pensada e incorporada progressivamente ao ensino das ciências. Sua adoção era anunciada e se justifica plenamente porque, além dos benefícios evidentes à formação integral dos estudantes, dá flexibilidade ao currículo, algo vital na relação ensino-aprendizagem (...).


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Política mundial de drogas ilícitas: uma reflexão histórica...

O consumo de substâncias psicoativas sempre possuiu caráter gregário. Isto provocou, desde as primeiras civilizações, o aparecimento de normas e convenções sociais para regular a produção, a distribuição e o modo do consumo (Escohotado, 1995). O Código de Hamurabi punia com pena de morte os donos de tabernas que adulterassem o vinho. Entre os incas, o consumo de folhas de coca era um privilégio dos nobres, ficando o uso pelos servos e soldados condicionado à autorização real. Boa parte dos alucinógenos, como a psilocibina, a mescalina e a dimetiltriptamina (DMT), era consumida dentro de rituais sagrados, regulados pelos líderes religiosos de cada comunidade (Escohotado, 1995; Cashman, 1980).

A partir das Grandes Navegações (século XVI), os europeus entraram em contato com um grande número de substâncias psicoativas e as introduziram progressivamente em suas sociedades, com finalidades médicas ou recreativas (Escohotado, 1995). Durante o século XIX, a Europa e os Estados Unidos conviviam com uma grande variedade de novas drogas, com as quais tinham pouca ou nenhuma identificação cultural (Musto, 1987). A descoberta da destilação do álcool levou ao surgimento de bebidas mais concentradas, que somada à industrialização e a crescente exclusão social urbana, desencadeou uma série de complicações clínicas, psiquiátricas e sociais sem precedentes na história (Edwards, 2003). O tabaco, planta originária das Américas, também passou por processo semelhante (Gately, 2002). 

Paulatinamente, da Expansão Européia à Revolução Industrial, as substâncias psicoativas deixaram de ser consideradas elementos divinatórios e lustrais, reguladas por rituais religiosos, para se converterem em produtos comerciais. O marco deste processo foram as Guerras do Ópio (1839 – 1841), a partir das quais os ingleses garantiram o monopólio internacional, consolidaram o domínio britânico no Extremo Oriente e implementaram a prática comercial de substâncias psicoativas em larga escala (Passetti; 1991). 

A partir do século XIX, dentro do contexto sócio-cultural de cada nação, a popularização do consumo desses ‘novos produtos’ (desprovidos de qualquer ‘lastro cultural’ que funcionasse como mecanismo de controle informal de seu consumo) acarretou uma série desdobramentos e impactos sociais, tais como relatos de overdose, complicações crônicas à saúde e o desmantelamento de hábitos sociais locais tradicionalmente instituídos (Musto, 1987; Escohotado; 1995). 

Essa novidade culminou na elaboração de políticas públicas, com o intuito de solucionar os prejuízos causados pela massificação do consumo de substâncias psicoativas. Dois fatores contribuíram para o seu surgimento. Em primeiro, já havia uma crescente conscientização por parte das nações industrializadas acerca da importância do saneamento, da vacinação e da universalização do atendimento médico como mecanismos efetivos para a prevenção de doenças e melhoria do estado de saúde da população. Nascia, assim, o conceito de Saúde Pública (século XIX), tendo nas políticas públicas os instrumentos mais adequados para efetivá-la (Gordon; 1995). Em segundo, observações clínicas passaram a relacionar cada vez mais as drogas ao surgimento de doenças e hábitos alterados de consumo (abusos). No início do século XX, Emil Kraepelin (1856-1926), destacava o tratamento do alcoolismo e do abuso da morfina e da cocaína, como “os mais proveitosos pontos de ação médica no combate à insanidade” (Millon, 1979), tendo em vista a existência de um agente causal. Desse modo, o consumo de drogas passou a ser considerado como causa de morbidade, merecendo ações de saúde como qualquer outra doença.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Por uma Educação Humanizadora...

Estava lá, eu, vasculhando antigas leituras sobre a pedagogia moderna, quando me deparei com um excelente artigo (numa apostilha) do educador e sociólogo: Mário Osório, “Os Paradigmas da Educação”, neste artigo ele apresenta passos minuciosos que norteiam perfeitamente uma nova pedagogia, só não compreendo por que nada muda na ação educativa... 

Percebi, através deste artigo, que nós seres (supostamente humanos) somos mesmo alienados e regulados pelo inconsciente e suas pulsões – por isso somos dominados e explorados; porquanto constantemente estamos repetindo erros de uma tradição que o fazer civilizatório selvagem processou, assim repetimos os mesmos erros numa prática de educação ultrapassada... Creio que nos permitimos se deixar regular pelo inconsciente e suas pulsões por mero comodismo, principalmente; já que ser os burgueses kantianos, dos quais o artigo fala, é bem mais confortável... Eu, como sonho com um novo mundo vivo na sofreguidão do desconfortável... 

Mas, precisamos romper com esse condicionamento e o paradigma tradicional da educação arcaica e autoritária, pois ela foi fundamentada no princípio da servidão e da obediência, ainda na imitação de um anônimo coletivo (o participativo que não existe) que inviabiliza qualquer tentativa de uma nova prática democrática na educação e suas ações do processo educativo.... Aqui vai a sugestão de leitura de Mário Osório enfatizando a necessidade de mudanças de paradigma nas práticas educacionais:

... “Descobri como é vão lutar apenas contra o erro, pois este renasce incessantemente de princípios de pensamentos não abrangidos pela consciência polêmica. Compreendi como era vão provar apenas no nível do fenômeno: a sua mensagem é rapidamente reabsorvida nos mecanismos de esquecimento relativos à autodefesa do sistema de ideais ameaçados. Compreendi que não havia esperança na simples refutação: só um novo fundamento pode arruinar o antigo”... 

Portanto, de acordo também com a LDB a educação deve exercer um papel humanizador e socializador, além de desenvolver habilidades que permitam valores necessários à conquista da cidadania plena, respeitadora da individualidade e libertadora: aquela que humaniza o ser e lhe oferece condições de autonomia psicológica e coletiva... Diante desta proposta nobre, para nortear a prática educativa, devemos, então, ainda de acordo com Mário Osório Marques: 

A - abrir espaços de valorização das vivências do outro e suas experiências inovadoras, como momentos de aprendizagem;

B - ouvir, acolher e defender a pluralidade das vozes e das formas de SER;

C - cultivar a afetividade, tornando a educação uma prática de ser feliz; 

D - instituir a cultura do querer fazer, no lugar do deve fazer; 

E - garantir a coerência entre o falar, o fazer e o SER;

F - agir com suavidade nos modos e firmeza na ação: praticando, dessa forma, a tolerância com as pessoas e a intransigência com os maus princípios e falsos valores. 

Enfim, diante de tantas sugestões de mudanças educacionais é delicado perceber que na prática as intransigências do ensino é uma constante, por isso é difícil ter que tolerar todas as faltas de critérios da atual educação escolar, visando ao paradigma que apenas fundamenta a construção da imagem, da obediência, do medo, da dependência: critérios estes que não proporcionam, em nenhum aspecto, a felicidade mediante a proposta acima elencada por Mário Osório... 

Assim como é intolerável também a falta de respeito de certas equipes gestoras, coordenadora dos programas de educação no Acre, que somente visam o marketing das ações governamentais... Será que a ordem é obedecer ao Governo ou respeitá-lo perante suas políticas públicas que atendem as demandas sócio-educacionais?... Eu afastei-me da educação escolar, porém estarei sempre presente com as minhas responsabilidades, bem como meu compromisso para com uma educação mais humanizadora.

Para uma melhor conclusão deixo-vos mais uns trechos das nobres palavras de Mário Osório: “Por isso, penso que o problema crucial é o do princípio organizador do conhecimento, e que o que é vital hoje não é apenas aprender, não é apenas reaprender, mas sim reorganizar o nosso sistema mental para reaprender a aprender... Pois o mundo intelectual está repleto de gentis-homens burgueses que são kantianos sem sabê-lo, kantianos fora de tempo, que nunca lograrão deixar de sê-lo porque nunca o foram conscientemente ativos...
Como toda ação humana, a ação educativa necessita, dessa forma, tematizar, isto é, erigir em explícita questão de reflexão e discussão, os paradigmas recônditos e, por isso, necessitados de reexame, como base do esclarecimento e da práxis política, vale dizer, gerada e articulada em ampla publicidade crítica.

Reconstruir a educação que responda às exigências dos tempos atuais não significa o abandono do passado, o esquecimento da tradição, mas uma releitura dela à luz do presente que temos e do futuro que queremos, uma hermenêutica que parta do pressuposto de que nenhuma tradição se esgota em si mesma, bem como nenhuma é dona original de seu próprio sentido. Requer a dialética da história que se superem os caminhos andados, mas refazendo-os”...

(MARQUES, Mário Osório. Os Paradigmas da Educação. RBEP. Brasília, MEC/INEP. set/dez. 1992.
)

sábado, 26 de outubro de 2013

III – Uma Florestania na Educação Opressora...


E, voando nas asas da florestania, o bom mesmo foi perceber, através daquela catastrófica experiência, as contradições da sociedade atual: baseada na democracia moderna com a sua educação escolar, ao possibilitar a reflexão e o planejamento do futuro do aluno – que necessita se posicionar diante às desigualdades e exclusões que a dinâmica capitalista pós-tradicional produz – demonstra plenamente suas arbitrariedades...

Para exercer plenamente sua cidadania e poder ser o protagonista da sua própria história, esses alunos passam por uma situação muito complexa, onde a globalização econômica, financeira e tecnológica coexistem, ao mesmo tempo, com suas experiências cotidiana da localidade das singularidades, especificidades culturais, religiosa e política... Juntando ainda as contradições da falta de ética da ditadura da educação escolar acriana com seus educadores e gestores oportunistas... Nessa concepção as conseqüência desses impactos negativos e desastrosos geram uma desordem imposta pelo atual sistema, e, inconscientemente, esses alunos, com seus grupos territoriais urbano, entram em discórdia, conflitos antagônicos como a própria violência física entre eles e educadores, bem como o abuso no uso das drogas, a prostituição, ou melhor a total degradação humana... Foi o que estava ocorrendo na escola onde eu estava trabalhando naquele Programa...

As tribos territoriais, também na escola, dos jovens urbano que ora são refúgios para ditadura da democracia moderna se transformam em verdadeiro campo de guerra em decorrência da pressão psicológica, ou melhor, dos preconceitos e da tortura psicológica pela qual passam diante o autoritarismo e contradições da educação escolar, da florestania principalmente, penso que não podemos justificar pela concepção de tempo e espaço histórico que estão sempre em processo de transformação de acordo com as imposições da globalização...



A educação brasileira e o Acre, com sua educação da florestania, têm é que assumirem verdadeiramente, e não com pacotes educacionais, sua grande divida social, resultado da exclusão do mundo da escola e do trabalho... Para isso é preciso também criar um corpo de educadores capacitados para assumirem o papel de orientadores educacionais para vida e não para a competição capitalista alienante... O corpo atual dos trabalhadores da educação necessitam refletir sobre a ética humanista como um eixo norteador em suas vidas pessoais e profissionais, por envolver aí posicionamentos e concepções a respeito das causas e efeitos (também na educação escolar) da dimensão histórica e política que traz à luz a discussão sobre a liberdade de escolha tão propagada no Currículo escolar através dos Tema Transversais, ainda nos Parâmetros Escolar...


O aluno AB (como referência com resolução da atividade citada) foi um exemplo de aluno superdotado ou super-ativo, mas por está sempre expondo suas críticas - sem escolha de professor e disciplinas – era tachado de “marginal ou “noiado”, como falavam alguns negligentes da educação daquela escola... Assim como tantos outros que me sensibilizei com seus relatos de opressão e preconceitos por usarei tatuagem ou vestirem-se diferentes (a total falta de respeito com as diferenças individuais)... Com isso eu não estou descartando a necessidade de medidas punitivas para aqueles que, realmente, demonstram desequilíbrios comportamentais, ou os verdadeiros maus-caracteres existentes em sala de aula, a presença desses tipos foi registrado nessa escola, alunos envolvidos com crimes e com passagem no presídio, eram os favoritos da coordenação, eram manipulados para intimidar os outros alunos e professores; os mais absurdos existente na sociedade inicia na escola... Marginalizar nunca!... Emancipar sempre...

Tentei uma forma diferenciada de tratar essa diversidade de problemas que encontrei: dando uma atenção especial aos marginalizados, como também, intensificando em minha metodologia temas culturais e contextuais: aqui inovei: (pois na escola o único problema para a coordenação foi o uso de drogas, porque para mim isso não é grave, já é normal lidar com esses rebeldes consumidores, que só tornam-se corriqueiros quando tratado com a devida linguagem humana) a tentativa de uma abordagem sobre o consumo de drogas ilícitas de uma forma preventiva e prepositiva (como outros temas) me levou também a marginalização na ótica dos irresponsáveis da educação escolar no Acre, tive o contrato cancelado...

A seguir a resposta, através do conteúda da música Vida Louca, na atividade, citada no texto I, com o argumento do aluno AB que possibilita uma reflexão bastante lúcida para o atual sistema: demonstrando, através dessa atividade, sua consciência em torno da realidade em que vive, principalmente a educacional: 

VIDA LOKA...

... "Deixa eu falar pra você! Tudo! Tudo, tudo vai, tudo é fase irmão! Logo nós vamos arrebentar no mundão do cordão da elite de 18 Kilates, põe no bolso logo Brigt, que tal, tá bom?! De lupa bopxilon, bobeta branco e vinho, champanhe para o ar que é pra abrir nossos caminhos, pobre é o diabo eu odeio as tentações. Pode rir, rir não desacredita, não! É só questão de tempo pro fim do sofrimento o brinde para os governos, é por vir, eu lamento vermes que só faz peso na terra, tira os zói, tira os zói vê se me erra, eu durmo pronto pra guerra e eu não era assim. Tenho ódio e se o que é mal pra mim fazer o que se é assim, vida louka, kabulosa o cheiro é de pólvora, mas eu prefiro as rosas...

Eu que sempre quis um lugar gramado e limpo, assim verde como o mar, cercas brancas, uma seringueira que balança, brincando com pipa cercado de criança... Ow, how brown, acorda sangue bom aqui é capão redondo tú, não poxeman, zona sul é invés é stress concentrado um coração ferido por metro quadrado.

Quanto mais tempo eu vou resistir? Pior que eu já vi meu lado bom na VTI, meu anjo do perdão foi o bom mais tá fraco, culpa dos imundo do espírito opaco. Eu queria ter pra testar e ver um matar com glória, forma embrulhado em um pacote, se é isso que cês qué vem pegar, jogar no rio de merda e ver vários pular, dinheiro é foda na mão de fardado , é nó na goela, na crise, várias pedras, 90 esfera. Eu vou jogar pra ganhar, meu money vai e vem, porém quem tem-tem, num cresce os zói em ninguém, o que tiver de ser será, meu! Está escrito nas estrelas, vai reclamar com Deus"...

II - Fidelidade e Desobediência na Educação Alienante...



Continuando... serei superficial e concisa, conforme já falara: a essência não pode ser revelada... Dentre vários conflitos, logo no primeiro mês de aula (na escola Getúlio Vargas, em Brasiléia), como: horário de entrada e saída, uniforme, uso de droga na escola e a presença da polícia para o controle dos alunos, o mais caótico foi a perseguição a um grupo de alunos que se diferenciavam por suas características externas e posicionamentos ideológicos... 

O drama se agravou quando me posicionei frontalmente na defesa dos alunos perseguidos; ao receber do aluno AB um texto baseado na letra da música “vida louca” do Grupo musical Racionais, para a resolução da Atividade 16 de Língua Portuguesa do Guia de Estudo: pagina 84, do PROJOVEM URBANO na escola Getúlio Vargas em Brasiléia, iniciou aí meu sofrimento com as contradições desse programa (nada tenho contra o programa, mas sim pela forma que ele vem sendo executado)... Foi aí que iniciei um diálogo com a coordenação e alguns professores, no sentido de mudarmos alguns aspectos metodológicos para a melhoraria da relação e aprendizagem dos alunos rebeldes...

Oh, quanta decepção!... E qual foi a recepção às minhas propostas?... Simplesmente meu contrato foi cancelado sob tantas vis acusações... Uma das ideias apresentada à coordenação e gestores da educação foi tratar o problema das drogas com medidas preventivas e não punitivas com policial na escola, bem como mudarmos nossa atenção para com os alunos diferenciados... Jesus refrigera minha alma, pois não posso revelar o Grande Segredo!...

Assim como apresentei propostas, informei também a metodologia: reproduzi todo o material de recortes de jornal, revista, textos, além dos livros que ganhara num curso sobre como tratar a problemática da droga na escola, entreguei tal matéria à coordenadora... A resposta da coordenação foi a seguinte:

- Com isto, professora, você está apenas estimulando os alunos a usarem droga na escola... 

- Pois não, cara coordenadora, isso é o que a senhora fala, respondi... Comprovarei que as consequências serão outras...

E foram mesmo... Bem, infelizmente, não foi possível ver o resultado, nem mesmo por em prática tal ideia inovadora... A coordenadora e dois professores aliados a ela tinham uma aluna-espiã para delatar, distorcidamente, minhas aulas... Sob outros ridículos argumentos, foram prestar queixa de minha pessoa na delegacia mais próxima: o sábio delegado logo respondeu:

- Professoras C. & M., isso não é problema para delegacia, não!... 

Foram ao Ministério Público... Fui chamada para prestar esclarecimentos a uma sábia Promotora, chegando lá, a promotora falou:

- Professora Rosangela, lhe chamei aqui não por concordar com as acusações que estão lha fazendo nesses relatórios aqui, mas sim quero lhe pedir para entregar todo o material pedagógico que a coordenadora diz que a senhora não quer devolver... 

Respondi, desesperadamente:

- A senhora queira me desculpar, mas acho tudo isso um absurdo, pois não sei do que a senhora está falando, nem mesmo sei de que relatório se trata!... 

- Pois leia-os, eis aqui!... Respondeu-me a Promotora...

- Eu: Ai, ai meus Deus, que horror!, eu não sabia nada sobre isso, só sei que meu contrato já foi cancelado por problemas com alunos, mas os motivos exatos não me revelaram... Quanto aos materiais pedagógicos, eu necessitava de uns dias para preencher as fichas que são muito extensas e complexas... 

- A promotora: Pois sinta-se livre desse compromisso, não conclua suas responsabilidades, e saia imediatamente dessa cidade, pois o problema é muito mais grave do que a senhora imagina... Esse não é um problema para a justiça solucionar, a coordenação está equivocada, vá à Secretaria de Educação e tente solucionar esse assunto com a Secretária de Educação... 

Obedientemente, voltei para Rio Branco e fui em busca de resolução na Secretaria de Educação... Porém não foi possível falar com a Secretária... Foi então que a coordenação estadual do programa e outro gestor da SEE, disseram-me que o caso estava solucionado, inclusive o próprio governador “Idiota, Arnobio Marques, tinha conhecimento sobre esse ocorrido e já havia conversado com a Secretária... Procurei um advogado, ele levou o caso em minha defesa ao conhecimento da jurisprudência acreana... Chega!... Não revelarei os autos do Juiz!...

I - ProJovem Urbano: Multidisciplinaridade e Interdisciplinaridade...


Dando continuidade à exposição de motivos que me levam ao pavor de trabalhar na educação acreana, tentarei expressar, em 4 textos, a experiência catastrófica pela qual passei em sala de aula ao ministrar a disciplina de Língua Portuguesa no Programa brasileiro de aceleramento educacional (onde em um ano e seis meses o aluno deve concluir o Ensino Fundamental de 1ª a 8ª séries, com uma qualificação profissional), segue aí a essência desse programa que participei em Brasiléia... 

O ProJovem Urbano deve ser compreendido em sua globalidade e em sua especificidade: em seu aspecto mais amplo, a compreensão se dá através das seções que divide as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Participação Cidadã, além de uma Qualificação Profissional e a Iniciação à Informática... 

Conforme as disciplinas acima, a globalidade do programa exige a multidisciplinaridade com o acompanhamento dos educadores e alunos no planejamento trimestral dessas disciplinas (onde o aluno finaliza o trimestre com uma Síntese Integradora)... Todas as unidades formativas vêm organizadas com temas voltados para a realidade cultural e social do jovem aluno (de 18 aos 30 anos)... Seria a Educação modelo se houvesse profissionais qualificados para executar esse ensino experimental... 

O programa exige em sua especificidade a interdisciplinaridade, interligando, dessa forma, todas as áreas do conhecimento das disciplinas para uma melhor harmonia entre educadores e alunos, desenvolvendo, através das aulas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas, em geral, uma forma de incorporar as experiências da história de vida dos alunos no processo de ensino e aprendizagem na contextualizando de suas realidades... Assim, como norteia, a seguir, o programa: “proporcionando, dessa forma a esses alunos, a reflexão e o planejamento do futuro, bem como, o posicionamento perante às desigualdade exclusão produzidos na dinâmica da sociedade atual... Possibilitando, a eles, exercerem plenamente sua cidadania, permitindo que se tornem o protagonista da sua própria história de vida e a formação educacional.” (Unidade Formativa I, Manual do Educador, p. 15, Brasília, 2008)... Aqui logo pensei: é a conquista da autonomia...

Durante o treinamento de capacitação ao qual passamos para executar as disciplinas fui totalmente envolvida pela dimensão do ProJovem; daí imbuída de minhas convicções, sonhei: ‘finalmente encontrei o espaço adequado para eu praticar a educação que acredito... Tudo parecia perfeito, a cada Parágrafo compreendido, no treinamento, eu logo imaginava que minha fidedignidade à Missão desse programa seria plena... No entanto, as surpresas foram surgindo, tão logo começamos a vivenciar o cotidiano escolar, na medida que eu seguia fielmente aos conteúdos da primeira Unidade Formativa, as dificuldades na comunicação entre professores e coordenadoria foram se evidenciando, imediatamente, na arbitrariedade das relações... 

Infelizmente ou felizmente é impossível entrar no mérito da questão que levou o meu contrato temporário, assinado para trabalhar por dezoito meses, ser cancelado em dois meses... Porém sinto a necessidade de expor a superfície da problemática que me causou grandes transtornos profissional (acusada de incompetente e incapacitada de trabalhar na educação), econômico (todas as dispensas com o deslocamento e o aluguel da nova morada, além da busca de uma advogado para uma Possível defesa) e psicológicos (graves enfermidades diante do choque emocional), ainda tento restabelecer minha saúde perdida diante das torturas sofridas em detrimentos de acusações jamais comprovadas e proibidas de serem solucionadas através da Justiça, já que também não foi possível através do conselho administrativo...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

- O que é ser professora hoje?...



“O que é ser professora hoje?”, é uma das atividades que tive que responder do Curso “Tecnologia da Comunicação), eis aqui minha resposta: 

Início com a definição, a qual muito me agradou e que estou de pleno acordo, sobre o que é ser professor hoje, de Moacir Gadotti, onde ele nos escreve (no livro "Boniteza de um sonho: Ensinar-e-aprender com sentido", disponí­vel online no site do Instituto Paulo Freire) o seguinte: “Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crí­tica, mas também formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marqueteiros, eles são os verdadeiros "amantes da sabedoria", os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber – não o dado, a informação, o puro conhecimento – porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Por isso eles são imprescindíveis."

Assim sendo, penso que ser professor  é ser um verdadeiro pai social (ou mãe social), com sabedoria e muito conhecimento adquirido orientar os educandos  para a vida
(onde não basta apenas repassar e ter domínio de conteúdos) que é um constante devir; para isto: é necessário estar desprovido  de todos os preconceitos e preceitos para fazer despertar nos alunos o verdadeiro conhecimento e saber...

Além disso, o professor deve ter a plena consciência da importância da escola como condição para dos alunos  conquistarem a cidadania e os direitos de participação plena na vida sócio-política, cultural e econômica do ambiente em que vive e do país... A fim de garantir habilidades que propiciem a escolarização e autoconhecimento, bem como o conhecimento universal e o domínio da realidade o qual estão inseridos. Enfim, ser professor hoje no meu entender é ser uma ponte de conhecimento que liga dois mundos distintos, de maneira a fazer o auto-despertar do aluno  para as diferentes formas de vidas, propiciadas pelo sistema globalizado... É estar também num constante processo de aprendizado para saber ensinar.  Seria inumeráveis os conceitos que apreciariam o ser professor, mas por hora fiquemos com estes, pois o espaço e tempo não nos permite discorrer mais acerca do tema em questão. –

Quem sou eu (professora) neste contexto de processo de mudanças?... E qual a minha função na escola?

Bem, esta questão basicamente estar respondida de acordo com o relato que eu fiz acima sobre o  que é ser professor, pois sinto-me na escola uma ponte que permite-me fazer com que o aluno visualize as diferentes forma de viver, bem como a necessidade deles adquirem o conhecimento e sabedoria necessária para poder saber trafegar diante dessas diferenças, esta é minha função na escola enquanto uma educadora, além disso sou uma eterna aprendiz, sou muito curiosa e esta curiosidade me leva ser uma constante pesquisadora e sistematizadora dos conceitos e conhecimento, de forma a simplificar os conteúdo para possibilitar o processo cognitivo.

Ainda essa pergunta me fez lembrar do poema de Clarice Lispector,  que diz o seguinte:

"a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais..."

Para mim isto é demais no sentido de sermos  um constante processo de construção humana, enquanto professor estamos inacabados, só o tempo nos preenche e nos permite sabermos quem somos...

Noutro momento, sinto-me um Fernando Pessoa neste poema:

“Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas”...

Penso desta forma porque no mundo não existe verdades absolutas e nem tudo é de acordo como se diz ou como estar: a verdade de hoje pode ser a mentira do amanhã, pois não existem valores fixos e acabados, tudo é um devir: tudo ainda é muito relativo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Na Conquista da Comunicação Tecnológica...


A inexistência dum núcleo comum no uso das mídias na educação, no que diz respeito a uma metodologia enquanto base norteadora, levou-me a uma  incessante  busca de leituras que pudessem me subsidiar nas orientações metodológicas  desse ensino: meu principal objetivo nessa busca é aprender para contribuir  na melhoria da qualidade do ensino, tanto na minha formação enquanto professora, exercendo  em atividades autônomas, quanto orientar aqueles que atuam no ensino sistemático, ministrado na rede pública, pois tais métodos têm por obrigação serem organizados com estreita ligação em exigências da metodologia do ensino e aprendizagem, situação esta que não vem acontecendo... 

Portanto, minha preocupação aumentou diante dos inumeráveis  casos em que os professores e orientadores educacionais repetem métodos arcaicos nas aulas mesmo tanto acesso às novas tecnologias; bem como diante das repetitivas  reclamações dos alunos quanto a falta de inovação metodológica dos professores nos laboratórios de informática. São várias as experiências relatadas por professores que acham tortuoso relacionar o tempo histórico com processo cotidiano dos alunos... Por outro lado, os alunos sentem-se angustiados e desmotivados com as dificuldades metodológicas do professor, tendo em vista que para eles a possibilidade de saturar o passado e presente recuperando o discurso histórico através das novas tecnologias, torna o aprendizado mais prazeroso...   Este é um bom assunto para se questionar sempre...  
    
Frente a esta problemática, percebi que leituras sem uma reflexão interlocutora não diminuiriam minhas dúvidas... Foi quando, então, decidi fazer o “Curso em Tecnologia e Educação”, contudo sinto-me mais segura para continuar com minhas buscas e aprender a aprender, visto que todo processo de conquista do conhecimento  é uma eterna arte de aprendizado... Assim sendo, tento consolidar, com os novos conceitos que venho experimentando no Curso, a comunicação tecnológica em espaços independentes voltados para o debate, a análise e para a investigação das inter-relações entre tecnologia e educação num processo inovador na prática do ensino e aprendizagem... E o que pensam os jovens sobre essas novas tecnologias?... Eis  o questionamento mais primoroso, já que os jovens estão muito mais além, em termos de curiosidade e capacidade de manusear tais mídias, do que os adultos...   

Quais os motivos que me levam a pensar nessas inter-relações?... São vários, claro!... Mas pouco posso me permitir a agir na praticidade... E um deles é introduzir a reflexão sobre o direito de o cidadão conquistar uma educação para cidadania (na tentativa de fugir do velho método condicionante e opressivo), pois na atual conjuntura do sistema social só haverá acesso à modernidade com uma instrução educativa pública e gratuita, levando em consideração o contexto de desenvolvimento brasileiro frente às fronteiras globalizadas... Além do maior objetivo: apresentar ao educador motivações que o leve a inovações metodológicas, como também a se repensar constantemente perante o avanço tecnológico e as transformações do pensamento científico...   

E, finalmente, diante dos desajustes sócio-econômicos dos quais vivemos, possibilitar novos desafios que permitam ao cidadão acompanhar a ordem mundial, com acesso aos benefícios das novas tecnologias da educação e comunicação; como, por exemplo, usufruir dos programas de educação à distância e complementando, ou substituindo, a educação formal, onde tem permitido que milhões de cidadãos sejam excluídos do banco escolar, dessa forma o acesso à educação seria mais viável e atingiria uma maior diversidade humana (idade, gênero, raça, religião, classe social)... Enfim, aí a criatividade seria um doce sabor de transgressão...